domingo, 12 de fevereiro de 2023

O dragão que guardava o castelo

Havia uma vez um dragão muito poderoso que guardava um castelo em um reino distante. O dragão era conhecido por ser feroz e não permitir que nenhum intruso entrasse no castelo. Ele passava os seus dias a dormir e as suas noites em vigilância, pronto para atacar a qualquer momento.

Um dia, um príncipe chegou ao reino com a intenção de conquistar o castelo. Ele reuniu as suas tropas e marchou até a fortaleza, pronto para lutar contra o dragão. Mas, quando chegaram ao castelo, eles foram surpreendidos ao descobrir que o dragão não estava lá.

Desesperados, eles decidiram esperar pelo regresso do dragão. Quando o dragão finalmente regressou, ele estava muito irritado ao ver a tropa que esperavam por ele. Sem hesitação, ele soltou um rugido ameaçador e começou a atacar.

Mas, enquanto lutava, o dragão notou que algo estava errado. Ele percebeu que, apesar de toda a sua força, ele não conseguia derrubar nenhum dos soldados. De repente, ele compreendeu o que estava a acontecer: a tropa não estava lá para lutar contra ele, eles estavam lá porque precisavam de sua ajuda.

O príncipe explicou ao dragão que o reino estava a ser ameaçado por uma força maligna e que eles precisavam da ajuda dele para proteger o povo. O dragão ficou surpreso com a sinceridade do príncipe e percebeu que ele tinha sido injusto ao julgá-los como inimigos.

Ele concordou em ajudar o príncipe e juntos eles derrotaram a força maligna e protegeram o reino. De volta ao castelo, o dragão foi recebido como um herói e passou a ser respeitado e admirado por todos no reino.

A partir daquele dia, o dragão nunca mais atacou nenhum intruso, mas sim os acolhia com sabedoria e força. E assim, o dragão e o reino viveram em harmonia para sempre.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

A fonte

Havia uma vez uma vila pacífica onde todos viviam em harmonia. Porém, um dia, a fonte de água da vila começou a secar e as pessoas começaram a ficar preocupadas. Alguns sugeriram que fosse construída uma barragem para armazenar água durante a época de seca, enquanto outros achavam que deviam buscar água em outro lugar.

A discussão começou a tornar-se acalorada e as pessoas começaram a tomar partidos. Aqueles que queriam construir a barragem acreditavam que era a solução mais fácil e acessível, enquanto que aqueles que queriam mudar de lugar achavam que a construção da barragem prejudicaria a natureza ao redor.

Com o tempo, a tensão começou a aumentar e as pessoas começaram a desentender-se e até mesmo a agredir-se verbalmente. A vila, que antes era unida, agora estava dividida e cheia de conflitos.

Mas então, um velho sabio chegou à vila e ofereceu ajuda. Ele sugeriu que todos se reunissem e escutassem as opiniões uns dos outros, para que pudessem chegar a uma solução que satisfizesse a todos.

As pessoas concordaram e reuniram-se. E, após uma longa discussão, chegaram à conclusão de que a melhor solução seria construir a barragem e, ao mesmo tempo, preservar a natureza ao seu redor, plantando árvores e cuidando da fauna local.

A partir daquele momento, a vila começou a se unir novamente e a viver em harmonia. E a fonte de água nunca mais secou, graças à barragem que haviam construído juntos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O martelo 🔨

Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho possuía um, e o nosso homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado.

Mas ficou em dúvida:
"E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo? Ontem ele me cumprimentou meio secamente. Talvez estivesse com pressa. Mas isso devia ser só uma desculpa. Ele deve ter alguma coisa contra mim. Mas por quê? eu não fiz nada! Ele deve estar imaginando coisas. Se alguém quisesse emprestar alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente. Por que ele não quer me emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Gente dessa laia só complica a nossa vida. Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo. Mas, agora chega!"

E correu até o apartamento do vizinho, tocou a campainha, o vizinho abriu a porta. Mas antes que pudesse dizer "Bom Dia", o nosso homem berrou:
"Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil!"

Do livro: Sempre Pode Piorar ou A Arte de Ser (In) Feliz - Uma abordagem psicológica
Paul Watzlawick - Editora Pedagógica e Universitária Ltda


domingo, 11 de dezembro de 2022

As duas maçãs

Uma garota segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com uma voz doce e um belo sorriso:

– Querida, você poderia dar uma de suas maçãs para mamãe?

A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a também morde a outra.

A mãe, decepcionada, sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas.

Nesse momento a pequena menina olha sua mãe com um sorriso de anjo e diz:

– A mais doce é essa que te dei mamãe!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Não soltem o cavalo

Texto de autor desconhecido

Um cavalo estava amarrado e tentava se soltar, e veio um demônio e soltou-o.
– O cavalo entrou nas terras de uns fazendeiros e começou a comer a plantação, o dono da fazenda pegou sua espingarda e matou o cavalo.
– Então o dono do cavalo pegou sua espingarda e matou o dono da fazenda.
– A mulher do dono da fazenda matou o dono do cavalo.
– E o filho do dono do cavalo matou a mulher.

Os vizinhos em cólera mataram o garoto e queimaram sua casa.

Então eles perguntaram ao demônio:
– Porque você fez tudo isso?
O demônio respondeu…
– Eu só soltei o cavalo!

domingo, 27 de novembro de 2022

A Tigela de Madeira


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.

As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.

Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão.

Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.

O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.

– “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.

“Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.

Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos.

Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava n o chão, manuseando pedaços de madeira.

Ele perguntou delicadamente à criança:

– “O que você está fazendo?”

O menino respondeu docemente:

– “Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.”

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.

Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.

Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.

Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.

E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, oleite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

domingo, 4 de setembro de 2022

As estações do ano

As estações (autor desconhecido)


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos

aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.

O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.

Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.

O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.

O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto.

O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…

O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…

Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.

Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono.

Taxar o Suor: Quando a Federação de Atletismo Decide Imitar o Manual de Trump (e Ninguém Pediu)

Correr é liberdade. É sentir o vento no rosto, o ritmo dos passos no asfalto, a respiração ofegante, a conversa fiada com um am...